quinta-feira, novembro 20, 2008

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Fiquei com aquele riso bobo no rosto enquanto esperava a sua resposta. Mas você levou a sério e me disse tchau, seca. Disse aos marujos para se prepararem para partir, enquanto isso lhe observava de longe, vestida com seu vestido cheio de babados, esbarrando nos homens sujos do cais. Seu guarda-chuva seguia à frente, como que testando o caminho nos paralelepípedos irregulares que lhe conduziam até a cidade.
Os contornos da cidade não estavam bem delimitados, era uma manhã fria cheia de névoa, mas já era possível observar os traços da cúpula da igreja onde casamos. Era uma manhã como essa quando fizemos nossos votos, com a diferença de que não tinhamos sua irmã a conspirar nos seus ouvidos.. ah! Se pudesse pôr as mãos naquela mulher. Você bem sabia que a viagem era necessária, como sua irmã, certamente com olhos invejosos na companhia de comércio, poderia ter presenciado eu nos bordéis de São Paulo? Tinha vontade de lhe dizer que para saber algo assim, só trabalhando no local, mas isso me renderia horas de discussão vã.
Ainda fez questão que levasse esse homem enjoado a bordo, de nome tão exótico... É marido de sua irmã, mas não parece fazer questão de honrar o bom nome. Quantas histórias não ouvi dela e dele saindo com outros, e para isso parece que você não presta atenção.

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