Vai na festa, bebe. Diz que não. Bebe. Diz que não. Bebe. Diz que agora não. Bebe. Diz que depois. Bebe. Diz ai. Bebe. Bebe, bebe, bebe, bebe, sua alcoólatra prostituta.
Te ligo às 2, 3, 4, 5, 6 da manhã. Ligo pra tua casa e tua mãe me atende. Saiu com as amigas.
Ha-ha.
Hoje eu bebi. Não o suficiente pra trocar os passos, mas o bastante pra dar risada.
E bebi o bastante para chorar enquanto assisto casais se beijando nos campos de trigo. A primavera traz o calor e faz vocês sairem de casa. Passear no campo. Enquanto a noite corre veloz, os nossos sentimentos se desfazem como um castelo de cartas. Veloz dentro do carro dele, que dirige até a casa, até a cama, até os teus orgasmos. É com outro. Com outro que tu terás os nossos filhos, a nossa casa e os nossos planos.
Queria fechar os olhos e acordar em outro mundo.