Às vezes quero ser uma gotinha minúscula no meio do oceano.
Às vezes quero ser o oceano inteiro.
segunda-feira, abril 28, 2008
sábado, abril 26, 2008
Minhas mãos tremem por causa de ontem.
Preparei um café bem forte na xícara do nescafé. Preciso ler uns textos e responder três perguntas até segunda-feira, discutindo com as colegas. Chatíssimo.
Algumas pessoas deixaram de falar comigo, não entendo bem por quê. Talvez devesse ir atrás delas e reatar alguma coisa. (A alça da xícara do nescafé é bem bonita, parece uma orelha. Tive medo de ter quebrado a xícara ontem, mas não aconteceu nada.) Deixei um recado no orkut faz umas semanas já, acho que não tem entrado lá.
Não consigo escrever com essas coisas por fazer.
Já repararam na nata do leite quando ferve?
Preparei um café bem forte na xícara do nescafé. Preciso ler uns textos e responder três perguntas até segunda-feira, discutindo com as colegas. Chatíssimo.
Algumas pessoas deixaram de falar comigo, não entendo bem por quê. Talvez devesse ir atrás delas e reatar alguma coisa. (A alça da xícara do nescafé é bem bonita, parece uma orelha. Tive medo de ter quebrado a xícara ontem, mas não aconteceu nada.) Deixei um recado no orkut faz umas semanas já, acho que não tem entrado lá.
Não consigo escrever com essas coisas por fazer.
Já repararam na nata do leite quando ferve?
sexta-feira, abril 25, 2008
Adoro teu cheiro junto do meu, esse calor que fica depois que a gente se despede.
Venho pensando na trilha que deve acompanhar esse meu escrito e só consigo pensar no que tu tocou hoje. Sei que se abrir outra música vou estragar meu fluxo.
Bebi café na minha xícara vermelha da nescafé, um café com leite, sem açúcar. É meia noite e estou aqui tomando café, não sei o que vai ser dessa noite, uma daquelas que me reviro na cama e sinto que minha cabeça vai explodir de tanto que pensa. Falei contigo pelo telefone. Acho que uma vez tu me disse que não sei falar pelo telefone, mas já é mentira isso. Se não disse isso, tô inventando, mas bem que podia ter dito.
Às vezes ando por aí e me ocorrem frases soltas que poderiam criar personagens.
Hoje me ocorreram algumas:
"Sobre esse sol escaldante de dezembro"
"Não sei o que tinha errado com aquele relacionamento. Melhor, eu sei, mas não queria admitir. A verdade é que nunca gostei dela e éramos muito diferentes. Se hoje a encontrasse e me perguntasse o por quê do fim, diria que era muito burra. Imaginei-a revoltada, como burra?! diria, e eu, pensando já nessa frase desde então: burra por isso mesmo, por fazer essa pergunta. Claro, a palavra certa não é burra. É uma palavra que denota outras coisas, burra, parece falta de inteligência. Não era o caso, passando em primeiro lugar de direito, concurso para juíza, nota A em todas as cadeiras, não, era inteligente. Mas muito ignorante. Ignora que existe música, fotografia, cinema, artes plásticas. Como a maioria, só lhe atrai quando for prazerosa. Filmes de ação, comédia, drama, norte-americanos em geral."
Me alonguei nessa última frase. Acho que no original ia até o "por fazer essa pergunta". Quis fazer essa declaração, essa fala que nunca vou ter. Queria que ela fosse uma simples personagem, que não existisse, nem que minimamente, uma pessoal igual a ela.
A ordem das frases não é temporal, ocorreram inversamente. Tive a segunda quando peguei ônibus próximo do prédio de direito da ufrgs, lembrei da última vez que tinha pego aquele ônibus, acho que lá por outubro ou novembro, e conhecia essa pessoa semelhante à personagem. Não foi uma lembrança de "Ah, como eram bons aqueles tempos".
É uma lembrança que faz parte de uma série de lembranças de outras coisas. Tenho passado pelos lugares e lembrado de pessoas que estiveram comigo, amigos, namoradas, conhecidos, família, e refletido sobre esses momentos.
No caso do prédio de direito, me senti ridículo. Ridículo por ter namorado aquela pessoa. É uma dessas pessoas que dou risada na rua e sinto pena, era, mais ou menos, como a personagem da frase. Talvez ela ria de mim. Provavelmente. Pouco importa.
Essa série de lembranças tem me deixado contente. Gosto de quem sou agora, de quem são meus amigos, minha namorada e minha família. Não os trocaria por nenhum outro momento que já tive. Toda hora que tenho esses "flashes" me dou conta de como tava fazendo cagada e como as pessoas tavam cagando em mim. Hoje não é assim, faço as coisas certas, sei que as pessoas fazem as coisas certas, tudo flui, é bonito, como se antes estivesse no país dos ladrões, onde todos tentam roubar algo um do outro e agora estou em outro lugar, talvez o paraíso. Bom, a idéia de paraíso é não ter problemas, então acho que não vão aceitar essa palavra. Mas se tivesse que definir o paraíso da minha vida, seria esse agora.
Me sinto bobo, como diria ela, falando assim. Apaixonado talvez, mas não é só isso. Sinto que cresci, que me tornei uma pessoa melhor e que selecionei aqueles que ficariam a minha volta através disso.
(essa última parte, a partir do "sinto que.." daria um belo slogan dos Alcoolátras Anônimos ou Narcóticos Anônimos)
Ah, estava com vontade de escrever nos últimos tempos. Qualquer coisa, o que me viesse. Foi o que fiz agora. Desculpa àqueles que me lêem se fui chato em algum momento. Pelo menos tento ser engraçado. Funny.
Espero ter esclarecido bem por quê lembro das pessoas. Não é saudade, como disse, é uma avaliação.
Vou mandar o texto, o blogger tá dizendo que tem problemas pra salvar. Mas ainda escreveria mais.
O dia foi tão bonito hoje, o sol quente e as cores bem feitas.
Ah sim, relendo o texto agora faltou dizer: a primeira frase tive quando estava descendo do ônibus lá pelas 4 da tarde e fiquei parado no sol esperando o sinal fechar.
Venho pensando na trilha que deve acompanhar esse meu escrito e só consigo pensar no que tu tocou hoje. Sei que se abrir outra música vou estragar meu fluxo.
Bebi café na minha xícara vermelha da nescafé, um café com leite, sem açúcar. É meia noite e estou aqui tomando café, não sei o que vai ser dessa noite, uma daquelas que me reviro na cama e sinto que minha cabeça vai explodir de tanto que pensa. Falei contigo pelo telefone. Acho que uma vez tu me disse que não sei falar pelo telefone, mas já é mentira isso. Se não disse isso, tô inventando, mas bem que podia ter dito.
Às vezes ando por aí e me ocorrem frases soltas que poderiam criar personagens.
Hoje me ocorreram algumas:
"Sobre esse sol escaldante de dezembro"
"Não sei o que tinha errado com aquele relacionamento. Melhor, eu sei, mas não queria admitir. A verdade é que nunca gostei dela e éramos muito diferentes. Se hoje a encontrasse e me perguntasse o por quê do fim, diria que era muito burra. Imaginei-a revoltada, como burra?! diria, e eu, pensando já nessa frase desde então: burra por isso mesmo, por fazer essa pergunta. Claro, a palavra certa não é burra. É uma palavra que denota outras coisas, burra, parece falta de inteligência. Não era o caso, passando em primeiro lugar de direito, concurso para juíza, nota A em todas as cadeiras, não, era inteligente. Mas muito ignorante. Ignora que existe música, fotografia, cinema, artes plásticas. Como a maioria, só lhe atrai quando for prazerosa. Filmes de ação, comédia, drama, norte-americanos em geral."
Me alonguei nessa última frase. Acho que no original ia até o "por fazer essa pergunta". Quis fazer essa declaração, essa fala que nunca vou ter. Queria que ela fosse uma simples personagem, que não existisse, nem que minimamente, uma pessoal igual a ela.
A ordem das frases não é temporal, ocorreram inversamente. Tive a segunda quando peguei ônibus próximo do prédio de direito da ufrgs, lembrei da última vez que tinha pego aquele ônibus, acho que lá por outubro ou novembro, e conhecia essa pessoa semelhante à personagem. Não foi uma lembrança de "Ah, como eram bons aqueles tempos".
É uma lembrança que faz parte de uma série de lembranças de outras coisas. Tenho passado pelos lugares e lembrado de pessoas que estiveram comigo, amigos, namoradas, conhecidos, família, e refletido sobre esses momentos.
No caso do prédio de direito, me senti ridículo. Ridículo por ter namorado aquela pessoa. É uma dessas pessoas que dou risada na rua e sinto pena, era, mais ou menos, como a personagem da frase. Talvez ela ria de mim. Provavelmente. Pouco importa.
Essa série de lembranças tem me deixado contente. Gosto de quem sou agora, de quem são meus amigos, minha namorada e minha família. Não os trocaria por nenhum outro momento que já tive. Toda hora que tenho esses "flashes" me dou conta de como tava fazendo cagada e como as pessoas tavam cagando em mim. Hoje não é assim, faço as coisas certas, sei que as pessoas fazem as coisas certas, tudo flui, é bonito, como se antes estivesse no país dos ladrões, onde todos tentam roubar algo um do outro e agora estou em outro lugar, talvez o paraíso. Bom, a idéia de paraíso é não ter problemas, então acho que não vão aceitar essa palavra. Mas se tivesse que definir o paraíso da minha vida, seria esse agora.
Me sinto bobo, como diria ela, falando assim. Apaixonado talvez, mas não é só isso. Sinto que cresci, que me tornei uma pessoa melhor e que selecionei aqueles que ficariam a minha volta através disso.
(essa última parte, a partir do "sinto que.." daria um belo slogan dos Alcoolátras Anônimos ou Narcóticos Anônimos)
Ah, estava com vontade de escrever nos últimos tempos. Qualquer coisa, o que me viesse. Foi o que fiz agora. Desculpa àqueles que me lêem se fui chato em algum momento. Pelo menos tento ser engraçado. Funny.
Espero ter esclarecido bem por quê lembro das pessoas. Não é saudade, como disse, é uma avaliação.
Vou mandar o texto, o blogger tá dizendo que tem problemas pra salvar. Mas ainda escreveria mais.
O dia foi tão bonito hoje, o sol quente e as cores bem feitas.
Ah sim, relendo o texto agora faltou dizer: a primeira frase tive quando estava descendo do ônibus lá pelas 4 da tarde e fiquei parado no sol esperando o sinal fechar.
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