Tem pessoas muito difíceis.
É.
sábado, novembro 28, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
Buenos Aires
Agora me deu uma vontade incrível de comer empanadas e alfajores.
Lembro que em Buenos Aires paramos num local que o dono jurava ter as melhores empanadas da cidade (eram boas mesmo, mas não devem ser as melhores, né) e depois entrou numa discussão sobre Pelé e Maradona; na qual ele dizia que o Maradona era melhor jogador, mas o Pelé era melhor exemplo para as crianças. Conversa típica de quem não tem o que conversar na Argentina.
Agora seria bom comer umas empanadas ali, sim, depois tomar um café (não precisa ser expresso, nem em super cafeterias de lá, podia ser café passado dali mesmo) e então procurar uns alfajores - digamos dois - então caminhar até uma praça qualquer, sentar, olhar as pessoas sendo atacadas pelas pombas e comer denovo.
Depois podia passar o resto da tarde ali, olhando o movimento.
Uma hora apareceria uma senhora com a neta e um gato preso pela coleira. Daí ele ficaria louco correndo atrás das pombas até se soltar da corrente, mas não ia conseguir pegar nenhuma pomba (ele é bem pequeno). Talvez a vó estivesse satisfazendo a vontade da menina de ter um cão, tratando o gato como um(e ele cresceria com sérios problemas de personalidade). Não sei.
Lembro que em Buenos Aires paramos num local que o dono jurava ter as melhores empanadas da cidade (eram boas mesmo, mas não devem ser as melhores, né) e depois entrou numa discussão sobre Pelé e Maradona; na qual ele dizia que o Maradona era melhor jogador, mas o Pelé era melhor exemplo para as crianças. Conversa típica de quem não tem o que conversar na Argentina.
Agora seria bom comer umas empanadas ali, sim, depois tomar um café (não precisa ser expresso, nem em super cafeterias de lá, podia ser café passado dali mesmo) e então procurar uns alfajores - digamos dois - então caminhar até uma praça qualquer, sentar, olhar as pessoas sendo atacadas pelas pombas e comer denovo.
Depois podia passar o resto da tarde ali, olhando o movimento.
Uma hora apareceria uma senhora com a neta e um gato preso pela coleira. Daí ele ficaria louco correndo atrás das pombas até se soltar da corrente, mas não ia conseguir pegar nenhuma pomba (ele é bem pequeno). Talvez a vó estivesse satisfazendo a vontade da menina de ter um cão, tratando o gato como um(e ele cresceria com sérios problemas de personalidade). Não sei.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Das tuas manias
Eu não vou em festas.
Ok, vou.
De má vontade.
Entro lá com aquela cara emburrada de quem é obrigado a fazer cocô em banheiro químico, o lugar tá cheio que nem sempre (nada mais espanta as pessoas, Ele já tentou de tudo).
O primeiro passo é sempre em direção ao bar, rum, úisque, vodka, algo forte, por que cerveja é cara demais e não deixa bêbado. Claro, pra agüentar gente te empurrando, pisando no teu pé, te xingando, te olhando feio, derramando bebida, vomitando e apagando cigarro em ti; só muito bêbado (e ainda precisa fingir que tá curtindo e "dançar").
Então chega um momento, bem breve, que você se sente bem. Isso se dá lá por umas quatro da manhã e cinqüenta reais a menos na conta. Às quatro e meia tem duas opções: beber e esquecer o que acontece depois ou ir pra casa.
E tu ainda insiste em ir.
Ok, vou.
De má vontade.
Entro lá com aquela cara emburrada de quem é obrigado a fazer cocô em banheiro químico, o lugar tá cheio que nem sempre (nada mais espanta as pessoas, Ele já tentou de tudo).
O primeiro passo é sempre em direção ao bar, rum, úisque, vodka, algo forte, por que cerveja é cara demais e não deixa bêbado. Claro, pra agüentar gente te empurrando, pisando no teu pé, te xingando, te olhando feio, derramando bebida, vomitando e apagando cigarro em ti; só muito bêbado (e ainda precisa fingir que tá curtindo e "dançar").
Então chega um momento, bem breve, que você se sente bem. Isso se dá lá por umas quatro da manhã e cinqüenta reais a menos na conta. Às quatro e meia tem duas opções: beber e esquecer o que acontece depois ou ir pra casa.
E tu ainda insiste em ir.
Na boca
"Sempre tristíssimas estas cantigas de carnaval
Paixão
Ciúme
Dor daquilo que não se pode dizer
Felizmente existe o álcool na vida
E nos três dias de carnaval éter de lança-perfume
Quem me dera ser como o rapaz desvairado!
O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas
E gritava pedindo o esguicho de cloretilo:
- Na boca! Na boca!
Umas davam-lhe as costas com repugnância
Outras porém faziam-lhe a vontade.
Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados
Dorinha meu amor...
Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro:
[Na boca! Na boca!"
Manuel Bandeira
Paixão
Ciúme
Dor daquilo que não se pode dizer
Felizmente existe o álcool na vida
E nos três dias de carnaval éter de lança-perfume
Quem me dera ser como o rapaz desvairado!
O ano passado ele parava diante das mulheres bonitas
E gritava pedindo o esguicho de cloretilo:
- Na boca! Na boca!
Umas davam-lhe as costas com repugnância
Outras porém faziam-lhe a vontade.
Ainda existem mulheres bastante puras para fazer vontade aos viciados
Dorinha meu amor...
Se ela fosse bastante pura eu iria agora gritar-lhe como o outro:
[Na boca! Na boca!"
Manuel Bandeira
segunda-feira, novembro 23, 2009
Como quando as coisas só vão até a metade
A gente é e não pára nunca pra pensar que não conseguimos
ter alguém, contar com alguém, amar alguém.
Só metade.
E ainda precisa fingir que se sente bem.
ter alguém, contar com alguém, amar alguém.
Só metade.
E ainda precisa fingir que se sente bem.
segunda-feira, novembro 09, 2009
Se não tivesse amor
A vida ia continuar sem muita graça, como tinha sido até então, talvez um dia até se matasse de tanto tédio. Ela não sei. Talvez os namorados continuassem a crescer os chifres e um dia descobrissem e de tanta raiva matassem (por que eram desse tipo, que mata de raiva).
Apesar de todo o esforço que fizeram - viver, iam chegar no fim fracassados e muito cansados, como se não tivessem valor e só restariam lágrimas - derramadas no colo de alguém que não entenderia o peso de cada uma (e se entendesse, que peso!).
Apesar de todo o esforço que fizeram - viver, iam chegar no fim fracassados e muito cansados, como se não tivessem valor e só restariam lágrimas - derramadas no colo de alguém que não entenderia o peso de cada uma (e se entendesse, que peso!).
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