Espero que hoje tu estejas transando, não, trepando, com ele. Assim a faca vai até o fundo e quando ela chega lá, não tem mais dor. Só alívio. Meu coração apunhalado cravado na tua parede vermelha como um troféu. Troféu daqueles sentimentos que se matou e não voltam mais, como se fosse a cabeça de um alce atingido. Alívio! Alívio por não guardar mais aquilo que foi e não esperar tudo aquilo que não foi. Alívio! Por não esperar impaciente em casa enquanto tu passeias com as tuas amigas. Por não sentir ciúme de algo que tu nem consideras algo. Por não sentir o que tu não sentes. E, quando amanhã tu confirmares, vou me prostar no chão e chorar até abrir buraco na terra.
Mas a partir de então, não tem mais ligações e nem encontros casuais. Não tem mais culpa. Chega.