sábado, março 21, 2009

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Acordo com aquela sensação zonza da bebedeira (rum, cerveja, coca-cola, cachaça, vinho? Não sei) e lembro, só. Temos peixe como almoço hoje, divino. Com salmão caem bem alcaparras e molhos de mostarda, uma delícia se adentra na pele dele e explode em orgasmos degustativos mais tarde.
É tão óbvio refletir sobre a bebida, cigarros e sexo em excesso quando a gente se encontra nesse tipo de situação. Tenho uma amiga, é. Ela acha impressionante meu calendário e minhas observações sobre tesão e quão pareço desapegado. É o oposto dela, que faz mil histórias com um leve roçar de braço (ok, todos fazem de vez em quando, mas é sempre), se masturba todos os dias, três vezes, daria pra quase qualquer homem, uma ninfomaníaca. Que loucura, gente. Enfim, o ponto que eu queria chegar após experimentar o excesso das três coisas lá em cima ontem à noite é uma pergunta: o que fica?
O cheiro do cigarro? O gosto do rum (foi!) na boca? O momento depois da pele?
Tudo vai se desvanecendo, até as memórias. Tem uma entrevista com o Chet Baker em que o cara pergunta algo assim "Você acha que sua música mudou de lá pra cá?" e ele responde "Bom, faz 33 (?) anos que estou tocando e mudou muito. Aprendi muita coisa e sigo aprendendo. Senão não teria graça continuar." Ok, clichê inédito. Então é isso? A gente passa a vida inteira fazendo upgrades no windows até o service pack 2 dar pau e destruir o computador? Ou?

segunda-feira, março 16, 2009

O doce

Tem um gostinho adocicado na minha boca que me faz sentir na minha própria idade.

domingo, março 15, 2009

Semana

Iniciando os trabalhos dessa semana temos falta de ar, dor de barriga, ânsia de vômito e dor de cabeça. Brigamos com todas as pessoas possíveis, inevitável.
É uma boa pergunta o que aguarda até o final de semana, culminando num esplêndido domingo. Certamente teremos chuva.

domingo, março 01, 2009

Numerologia

É março, mês do meu aniversário, e é importante assinalar a numerologia dessa data tão especial. A partir do dia tal, entrarei numa nova fase da numerologia, que deve possuir um nome apropriado, mas vou chamar apenas de ano 1.
1 é o começo. Cessa o ciclo que começou 9 anos atrás e teremos novidades esse ano!
Tcharam!
É importante pensar que estando no fim do meu ciclo, estou como uma mulher menstruada (louca pra dar e com cólicas terríveis?). Acho que não. Melhor dizer que estou na menopausa (com calores terríveis e sabe-se lá quais conseqüências sexuais)?
Talvez o melhor seja apenas deixar a parte feminina de lado.
O importante, como afirmo pela terceira vez, é ponderar que o fim de todo esse ciclo vai gerar impactos, e como me apego ao que já foi um dia, significa ficar de mau humor e triste.
E, juntando astrologia, podemos considerar que a repercussão disso está numa escala crescente até a semana que antecede meu aniversário, o inferno astral. Maravilha, brother.

O cansaço dos dias eufóricos

Eu cansei da felicidade barata, do vício fácil, da bebedeira de todo final de semana. Cansei das pessoas, do carnaval, das férias, das aulas, do trabalho e dessa cidade. Quero o revolucionário e sei que não vou pelo caminho certo. De nada adianta a cocaína, o lsd, a heroína, o fumo. Nada adianta as bucetas grandes e fartas, pequenas e sem lábios, com ou sem pompoarismo. Tampouco adiantam os livros, os filmes, os seriados, as músicas. Os amigos, os inimigos, a família.
Nada adianta.
É tudo sempre o mesmo, sempre acaba o dia com aquele sofrimento. Sempre acordo no dia seguinte com vontade de me matar. Lembro de ti, dela, delas. Todas passaram, todas passarão, um dia ou outro eu passarei.
A ignorância, a raiva, o desejo, a ansiedade, o ódio, o medo continuam aqui dentro.
Tenho medo de me perder. De te perder. De perder tudo isso. Você diz que é importante, cessa o sofrimento, a felicidade é completa. Eu não sei. Quero acreditar, mas ainda tenho apego.
No fim das contas todo carinho vira raiva, todo amor vira ódio. E vice-versa.
Como é bom sentir, diz você.