quinta-feira, novembro 20, 2008

Meus amores passados (com carinho)

Quando a noite está cheia daquele cheiro de saudade, lembro de ti. Dos cartazes que queríamos colar pelas paredes da cidade, dos filmes que não assistimos juntos, dos filhos que não tivemos, dos velhos que não nos tornamos, do Romeu e Julieta que não fomos.
Não tem como esquecer o que se passou, o que se planejou, o que se foi.
Não tem como não listar tudo aquilo que lembro agora e não tenho como listar.
Hoje tu faz biologia, design, ... artes. É casada, tem um filho, trabalha todos os dias de manhã e ganha 5 mil por mês. Aposto que quando tu faz sexo teus peitos ainda batem palmas, que tua fruta preferida ainda é manga, que ainda sei muitos segredos que vão ser sempre nossos.
E eu? Meus dedos do pé direito ainda são daquele jeito e me doem de vez em quando, agora meu chá favorito não é mais funcho e tenho freqüentado um centro zen budista.

Mas na verdade os segredos nunca sairam do nosso relacionamento. Depois que acabamos, mudamos, deixamos de fazer pum com as mãos e comer manga. Passamos a comer melancia e bater palmas. Como um dia alguém falou que nunca cruzamos o mesmo rio duas vezes. Aquela vez, aquele relacionamento, foi único e sempre será.