quarta-feira, abril 29, 2009

Aquecimento Global

Culpa do efeito estufa, mudanças climáticas, derretimento das geleiras, desmatamento, destruição dos corais, secas, inundações, tsunamis, terremotos, erupções, mas o principal, que ninguém fala, é da bavaria.
Quantos gases maléficos à camada de ozônio essa cerveja não nos faz lançar?

(finalizado em 17.01.2010)

quinta-feira, abril 23, 2009

Ela

Perdeu o encanto e a doçura, deixando assim pelo caminho. Dizia que não podia mais se afogar em sentimentos, que não existia mais entrega, que não conseguia ser criança denovo. Deixou de ser inocente e se tornou adulta, fria, preconceituosa, um demônio que dificilmente alguém gostaria de ter ao lado como esposa e, muito menos, como mãe.

No entanto, era o que mais desejava, ser mãe, gerar algo no próprio ventre que não fosse trai-la duas semanas depois, que não deixasse a paixão morrer depois de três meses. Uma pessoa para ser amada e amar como nunca teve.

Freqüentava as mesmas festas que as amigas, gostava do carnaval, sabia até sambar um pouco. Fez isso aos 20. Aos 30. E agora, chegando aos 40, estava um pouco desesperada. As amigas não entendiam direito o que se passava, sempre de mau humor, e no trabalho dava medo aos colegas, certa vez pegou a gravata de um e enfiou pelo triturador de papel. Quando foi chamada à direção da companhia, explicou que o homem teria lhe chamado por algum nome, que nunca ninguém ficou sabendo (nem mesmo o homem).

No auge do desespero foi até uma clínica de inseminação. Mas não se tratava de qualquer clínica, dessas que o médico chefe é o doador de todos os espermatozóides, era uma respeitável. Tinham uma equipe de advogados, psicólogos e ginecologistas prontos para avaliar a situação de cada mulher que passasse por lá, se teria condições de formar uma criança de forma plena. O que obviamente não era o caso dela, solteira, trabalhando como telefonista 10 horas por dia numa empresa meia-boca, com problemas para se relacionar com o mundo (aqui também quis enfiar uma gravata pelo triturador, mas foi detida antes). Mas o pior veio do ginecologista.

Ficou se perguntando por que tomou todos aqueles remédios com 18 anos, se não poderia ter usado camisinha no lugar, e aquela vez que tomou três pílulas do dia seguinte para ter certeza (algo que o ginecologista desaprovou com tanta gravidade que os seguranças arrombaram a porta para ter certeza que a gravata não estava no triturador), enfim, chorou.

Pegou suas coisas e foi para casa. Já naquele dia não ia trabalhar pela primeira vez. Chegando em casa se desfez de uma série de coisas. Do telefone, do computador, da caixa postal. O interfone, como não saia da parede, teve que quebrar. Uma pena, por que não gostava de deixar itens estragados pela casa.

As amigas não conseguiam mais entrar em contato, e, em verdade, não queriam muito. Tentaram algumas vezes pelo telefone, depois e-mails e orkut, mas ela nunca respondeu. Acabaram desistindo, pensando que entraria em contato quando acabasse o mau-humor. Os colegas de trabalho eram os únicos que ainda encontrava. A cada dia ela parecia diminuir um pouco, as maçãs do rosto ficavam mais salientes, os ossos dos braços saltavam mais e mais. Às vezes não ia trabalhar. Ninguém reparava. A mesa dela parecia estar diminuído de tamanho junto, como se sumindo aos poucos. Em dois meses não tinha mais mesa, nem ela, nem lembrança dela.

Ficou quieta dentro de casa, sentada no único móvel que sobrou (doou todos ao mensageiros da caridade), uma cadeira de balanço da sua vó. Depois que não tinha mais forças para se levantar e ir ao trabalho, ficou só lá sentada, se balançando. Olhando para o vazio da sala. No começo ainda pensava alguma coisa, mas incoerente demais para ser colocado em palavras. Depois já não pensava, só se balançava. Se envolvendo pelo nhec-nhec da cadeira.

Machado da Paixão

- Ele faz todas as minhas vontades, sabe?
- Que querido!
- Ai sim, esses dias eu pedi um doce e não tinha nada lá em casa, daí ele colocou umas bananas no fogo. Sempre tá dando um jeito de me arranjar as coisas. E adivinha qual é o sobrenome dele.
- Qual?
- Paixão. Guilherme Wanderley Machado da Paixão. Não é lindo? Paixão..

- Como foi aquele dia com o Érico?
- Ah, sabe o que é, o Guilherme é muito tímido. Daí naquele dia a gente perguntou como era o nome do pai dele. E ele disse "Wanderley Silveira Paixão" e quando a gente perguntou o nome da mãe "Ah, minha mãe tem muitos nomes". E ele não queria dizer! Fiquei pedindo pra contar, até que ele concordou "Nega, Neguinha, Dina, Mãe, esses são os nomes da minha mãe".

sexta-feira, abril 17, 2009

Desejo

Desejo.

Olha, eu li algumas coisas do Espinosa e não gostei, mas taí uma que é interessante e se aplica ao tema abordado.

(definição de D.) A tristeza que se refere à carência de qualquer coisa que amamos.

Talvez por isso o autor do livro de auto-ajuda disse que desejo é ruim, a gente deseja aquilo que não temos ou até o que temos (mas não é completamente correspondente ao desejo, até por que nunca é) e isso gera frustração, medo, raiva y etc.

Vale a pena também citar Aristótoles (mas já a título de encerramento, por que cansei do assunto), já que estamos no meio do pedantismo.

(definição de D.) O apetite do que é agradável.

O que não parece tão ruim assim. Mas isso é só o desejo e uma coisa é uma coisa e outras coisas são outras coisas.

Tokyo

É muito estranho quando você entra em Tóquio, uma cidadezinha que ninguém dá nada (só alguns trilhões). Ao mesmo tempo que tem toda aquela barulheira da parafernália cibernética, cartazes de neon reluzindo o tempo todo, entrada de puteiro, 50 cents (piadinha), outdoors holográficos que projetam uma experiência alucinante na nossa frente, carros, táxis melhores que qualquer carro no Brasil, trem-bala, japas, americanos, americanos em propaganda de úisque, etc.
Bom, ao mesmo tempo disso tudo, parece que um ritmo musical vai embalando a cidade e os músicos de plantão certamente me xingariam se eu tentasse descrever ou iriam rotular, mas uma coisa meio infantil, quase como umas crianças brincando numa pracinha numa tardinha chuvosa com seus gorrinhos de lã um pouco umedecidos da chuvinha que cai de leve. Uma coisa bem inocente de duas crianças se conhecerem e começaram a brincar de balanço, um relacionamento que a gente não tem e não se permite ter mais, (a gente?) e







e algo que não posso preencher de tão feio que seria.

DA VEZ QUE FUI QUASE ROUBADO MAS SAI CORRENDO

Pois é, vou falar daquela vez que eu voltava pra casa por aquela rua sem ninguém, onde mataram o delegado e o médico semana passada.

(vianges à parte, os conterrâneos de rua sabem do que se trata)

Eu voltava por essa rua, com uma pinta de vagabundo muito bonita (não que eu fosse bonito, mas o visual pra um vagabundo tava bem legal - e sem querer ofender quem me deu as roupas também, muito obrigado a todos os ex-namorados-ficantes-amigos e desconhecidos de todos os tempos). Ok, FOCUS, foi o que eu disse agora e naquele momento. Por que na rua transversal vinham em alta velocidade (cerca de dois passos por minuto) dois vagabundos, esses sim muito feios e mal encarados (os vilões) e (sim, dois passos por minuto) decidi que tinha que andar mais rápido. E foi o que eu fiz. E eles me olharam. E eu andei mais rápido. E eles falaram alguma coisa e eu andei mais rápido e eles olharam. E daí eu olhei e eles não tavam mais lá, tinham acabado de atravessar a rua e tudo ficou em paz. Inclusive aquela velhinha que FICOU ME ENCARANDO NA VARANDA enquanto fumava seu cachimbo. A senhora sabe quem é! E, só pra avisar, SEI ONDE A SENHORA MORA.

Adendo

Adendo ao post do raul seixas:
"Seus dois discos seguintes (Raul Seixas - 1983 e Metrô linha 743 - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação."

Citações indiretas

Gente, como é bonito o que algumas pessoas escrevem. Eu não tenho jeito aqui com essas coisas, mas umas pessoas escrevem tão floreado que dá vontade de beijar de bonito.
E assim, a pessoa tá de RESSACA e consegue ser tão bonita. Fico impressionado. Queria te citar aqui, fica o pedido.

E continuando o nosso monólogo construtivo:

As baratas.

As baratas levam uma vida muito interessante, se reproduzem, se alimentam e MORREM COMO TODO MUNDO.
Mas o que torna elas muito interessantes é pensar no que seria da gente se esses seres fossem gigantes. Ia ser um nojo só. Uma barata PARADA faz muita coisa. Se limpa, coça as asas, faz um exoesqueleto do wolwerine, tricô e todas essas coisas. Mas olhar ela fazendo isso tudo com atenção é horrível. As patinhas cheias de ranhuras, coça, coça, dá pra quase ouvir o barulho do coçar contra o casco da baratinha, bem ali perto do fim da asa. Daí ela põem uns ovinhos (juro) que nem uma louca em qualquer lugar. Pode ser tipo, no PARAPEITO DE UM POSTO NO MEIO DA AVENIDA MAIS MOVIMENTADA DE PORTO ALEGRE. Não tem consciência da prole, isso é muito esquisito nas baratas.
Agora imagina quantos de nós não temos mães baratas (olha O TROCADILHO INFÂME), no sentido de largar os filhos em qualquer lugar e nem olhar o que tá acontecendo. Sabe, pode ser que dois bêbados e loucos passem a mão em cima dos ovos e já era, mano.

Mas a minha não é assim. ^^

E como eu ia dizendo, depois desse momento edipiano, as baratas iam ser horríveis em cima dos seres humanos.
Vou fazer uma lista.

1. ELAS NÃO SÃO CIVILIZADAS. (nem um pouco, tão cagando e andando, literalmente)

2. ELAS FAZEM FILHO QUE NEM PRAGA E DEPOIS NÃO QUEREM SABER (cadê a cesta básica, o bolsa-escola, bolsa-família, porra, por que não vai atrás, sabe? EU VOU TE DIZER POR QUÊ, POR QUÊ ELA NUNCA TEVE OPORTUNIDADE, NÃO FOI QUE NEM TU. Tá, eu sei. Queria que eles tivessem é só isso, não fica brabo. o.o

3. OK, ELAS NÃO SÃO HIGIÊNICAS, ISSO ABRE UMA SÉRIE DE OUTROS TÓPICOS:

3.1 INDÚSTRIA DA CELULOSE, ONDE VAI PARAR NOSSO PAPEL HIGIÊNICO
3.2 ÁGUA, ELAS CURTEM UM BANHO NO SEBO
3.3 SERÃO FEITAS CAMISINHAS PARA BARATAS?

Raul Seixas

Por um instante de delírio me imaginei escrevendo mais do que tinha escrito em toda a história desse blog, sobre vocês e o Raul Seixas e coisas que aconteceram a dez mil anos atrás. Gente, não é sério.

Mas uma vez (isso é mais sério), pensei que pudesse ser a reencarnação (olha o delírio) do Raul Seixas. PORÉM, olha a data que o maluco morreu 21 de agosto de 1989. Daí fica complicado. A gente ia ter que adiar um ano e uns meses de entrada da alma aqui e ainda tem toda burocracia, não ia dar. Tipo, o negócio é um ano ou dois, sabe.

RETORNO GARANTIDO EM TRÊS ANOS OU SUA ALMA DE VOLTA, diz o lema.

Ok, então não foi o Raul. E não são muitas as celebridades que morreram por volta dessa data, né, o que me leva a crer que sou algo muito ORIGINAL, ham, MODESTO, e e não sei mais o que.

Mas me escuta.

Una chica pequeña lleva una bici.

Capítulo Primeiro

Sobre a internet.

Gente, internet, ácido, bebida, cigarro, maconha e coca(-cola)* não combinam, como todos já puderam experienciar em seus celulares às 4 da manhã e os telefones de suas residências e os apartamentos de seus desconhecidos e as piscinas de seus amigos.

*aqui o -cola é usando apenas como recurso estilístico, o autor não usa coca (nem qualquer outra substância). Bom, mas sobre a coca é sério. DON'T!

Ok, agora depois do aviso dos pais, vamos continuar na nossa sessão.

Sobre os líquidos

Gente, líquidos, 7.30 da manhã, líquidos, líííquidos. Mas cuidado com os copos e garrafas, esses são dados a travessuras. Volta e meia tão me derramando aqui suco. Mas tipo, a ressaca é a FALTA d'água em algum lugar. Não sei qual ainda (difícil dizer). Então se você toma muita água ANTES e DEPOIS de beber, evita grandes ressacas, entende? Seu sistema fica bem hidratado e todos ficam numa boa. Ok, vamos passar dessa (pra melhor eu ia dizer, mas pega mal).
Ou não, já que o suco se esparramou em cima do teclado e parece EXIGIR mais tempo de conversa sobre ele. Pois O COPO VAI FICAR MUITO LONGE AGORA. Pronto. Outra recomendação que nós, seus pais, fazemos, é FIQUE LONGE DE SUCOS DENSOS (ESPECIALMENTE VEGETAIS) SE ACHA QUE VAI VOMITAR.

Sobre o meu colega

Isso é um adendo ao último post. Gostaria de dizer que meu suposto colega existe, tem nome, vocês podem perguntar para alguém sóbrio e todos vão responder.

BADABING!

Em primeiro lugar, PERDÃO, SERES.

Em segundo, se é que há lugar para ordem onde nos encontramos (eu e meu alter-ego-mega-eu), pode crer que tô rindo por vocês (não que vocês vão rir agora, mas que a risada de vocês, faz eu pensar em rir e daí fico escutando a risada, e rindo e enfim)

Então. O que eu queria dizer era que a gente se depara com algumas coisas na vida que só se depara algumas vezes. E que trocadilhos assim não são meu forte e que eu devia parar agora e que eu não consigo e que meu deus eu quero parar de usar essa palavra 'que', mas não consigo e enfim que a gente pula por que acabou o disco.

Mas ok, a gente chega lá.

Hoje estava eu voltando para casa muito faceiro (as senhoras na rua que o digam) e o que vem descendo minha lomba?? Um avião?? O super-homem?? Não, uma velhinha com um carrinho de fruteira vazio, uma sacola vermelho VIVO-MUITO-VIVO-MAIS-QUE-MORANGOS-VERMELHOS-VIVOS-MOFADOS e ela caminhava pelo meio da rua! Pode? Assim, às 6, 7 da manhã caminhar no meio da rua? Gente, pode ser atropelada. Tem muito maluco na rua além de mim e esses têm carro. E têm faca, e têm arma, e têm coca-cola, e têm esfihas, e têm globalização, e têm grande associação mega-hiper-link que todos podem fazer com dedicação (uns mais do que outros).

Vou beber um suco verde em seguida.

Continuando, vamos dividir em capítulos.

E decidi agora que cada capítulo vai ser um post diferente. E VOCÊS QUE SE VIREM.
Brincadeirinha ;D

(não decidi, eu não decido nada já diria o meu colega)

quarta-feira, abril 15, 2009

Cansada de cidade

Você cansada de cidade, eu também. Vamos fundar uma comunidade hippie. Morar no meio da floresta, produzir nosso próprio alimento e energia. Uma comunidade ecologicamente correta auto-sustentável.

Podemos até criar uma banda de instrumentos ecológicos, ia ser massa.

O muito estranho é mundo

O mundo. O mundo é muito, muito estranho, o mundo é muito estranho. O mundo é muito estranho, o mundo, o mundo, o mundo é, o mundo, muito, mundo estranho, é o mundo muito estranho, estranho é muito o mundo, mundo muito estranho é, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo, mundo é muito estranho. O mundo, é muito estranho. Mundo. Muito. Estranho. É o mundo. Muito estranho. Estranho muito o mundo, é.

O mundo é muito estranho, o mundo, mundo, mundo, é muito estranho.

Lost in Translation

Gente,

um filme bonito. Assistam, se já não. São dois relacionamentos em crise; os protagonistas são um ator de meia-idade e uma menina, seus cônjuges já passaram daquela fase 'me importo com você' e os casais tão na merda. Apesar de não admitirem, como é comum.
A fotografia é belíssima, o hotel parece maravilhoso, tem cenas engraçadas de cultura japonesa globalizada (o que é aquilo de talk-show? Ou os japas no fliperama?).
E Scarlett Johansson diz ao longo do filme (sem problemas para quem for assistir depois): "Me formei em filosofia, já tentei fotografia, escrever, etc."; o que é engraçado por que agora ela (a pessoa de verdade) é mais ou menos o que disse; alguém que não sabe muito bem no que acreditar e o que fazer. Me identifico com isso e a princípio parece ruim.. não é. O outro personagem diz, e acho que o filme inteiro também, "você vai resolver". É verdade. Cada dia que passa são novas resoluções, novos problemas, novas pessoas e isso tudo me dá uma idéia muito clara de quem sou e no que acredito.
Enfim, aprender é bonito, a gente não precisa e nem sabe tudo logo no começo. Pode muito bem acontecer de você se dedicar ao jornalismo durante anos e virar um chef de cozinha famoso, e aí? A gente não devia levar nossos planos tão a sério.

Procurei um trailer do filme, um trechinho bonito, mas não encontrei. Então vou deixar uma música da trilha do filme Federico Fellini 8 1/2, muito bonita. Esse último parágrafo pede comparações entre filmes ou um elogio ao "mestre", mas isso fica pra outra vez.



domingo, abril 12, 2009

Top Floor, Bottom Buzzer

Em busca de certos prazeres soluções a longo prazo são descartadas e encaradas como complexas, o que resta são segundos de céu descendo à terra numa mistura carmica deveras banal. Se revela certo círculo de acordo com a intensidade dessa união que não se manifesta em rápidos segundos, mas em doses homeopáticas de tristeza que podem durar dias.
A intensidade da nossa felicidade corresponde na mesma medida à dose de tristeza dos próximos dias, qualquer um pode testar isso. Perceba que quando você ganha algo e fica muito feliz por isso, em seguida haverá momentos de tristeza, inseguraça e outros sentimentos que fica a cargo de cada um inventar. Esses momentos são causados diretamente pelo motivo da felicidade, no caso seria, possivelmente, por medo de perder o que foi ganho.
Então significa que não devemos sentir felicidade para não sentirmos tristeza logo em seguida?
Claro que não. A felicidade é boa, não? Então vamos experienciá-la, mas praticando o desapego. A felicidade é impermanente, é impossível fazer os momentos durarem para sempre. Aproveite ao máximo, mas saiba que tudo vai acabar.

E me xingue.

quarta-feira, abril 01, 2009

Javier

Às vezes eu tenho vontade de ir aí te bater.

- Oi, senti saudade e vim te encontrar
- Mas agora?
- A gente nunca teve problema em encontrar o outro tão tarde, né
- Faz tanto tempo que tu não vem aqui.
- Só me deixa entrar por um minuto e juro que vou embora

Daí tu abriria a porta (o portão no caso, só depois a porta). Eu fecharia ela atrás de mim e tu ia virar pra mim com um misto de curiosidade e encheção de saco estampada na cara e tua cabeça ia voar pro lado com a minha mão aberta grudada com força na tua bochecha. Aquele misto de pavor, 'meu deus, um psicopata entrou em casa', ia aflorar na tua cabeça e antes que tu falasse mais alguma coisa, a porta já ia estar aberta.
Talvez ainda fumasse um dos teus cigarros antes de sair pra rua.

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