terça-feira, setembro 24, 2013

Baratas Elétricas

Uma vez fiz uma leitura de aura de todos meus chakras. O sexual veio uma "barata com relâmpagos saindo debaixo". Achei interessante.
Como que um homem se masturba normalmente? Digo, como não. Mas pra onde vai toda a porra?

Naquela época, quartos compartilhados, pouca roupa, pouca mulher, pouco tudo.. o lugar ideal pra realizar os sonhos sexuais era no chuveiro. E todos aqueles espermatozóides nadando pelo ralo.. realmente, a barata que os encontrasse..

terça-feira, agosto 20, 2013

O que será de nós?

"Você seleciona palavras.
Eu, sentimentos.
Passei a sentir menos
Cada vez mais."

Fernanda Mari Fagundes Fujihara

domingo, maio 12, 2013

EUFORIA E DECEPTICON

Impressionante. Falta vontade de sair da cama num dia desses, parece que fui sugado.. o ânimo escapa entre os dedos, as piadas saem sem graça e leveza, fica tudo cinza. Ao contrário da excitação crescente dos últimos dias e semanas, hoje parece uma grande ressaca. Imaginei já os mais variados motivos: o álcool, a cannabis, a traição de um mesmo, a pornografia, a espada de São Jorge batida contra o chão, o ambiente, o excesso, a euforia e a decepção. Talvez o que melhor encaixe sejam os últimos: Euforia e Decepção. Movido muito pelos sentimentos, conduzido quase como escravo, vou de uma situação a outra. Rio de Janeiro, Porto Alegre, Alto Paraíso, Porto Alegre, Sertão, Porto Alegre.. numa espécie de roda gigante. E aquela determinação que faltava pra executar o plano correto, veio. Delimitei, marquei, executei. Sai da roda. GAAAAAAAAAAAAAAHAUAHAUHAAHAHAHAHAHHAHAAAAAAAAAAA!

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Sete

Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.

Me olhas, de perto me olhas, cada vez mais de perto e, então, brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E, se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.


(Cortázar)

domingo, janeiro 13, 2013

The X Files

Olhos pra todos os lados.

Vêm e vão. 

Mareado? Tranqüiliza que daqui a pouco vomita e passa. 

Tudo tão vazio. Como queria encontrar alguéns, coisa assim diferente. Só encontro coisas.

É uma coisa numa festa, uma coisa numa casa, uma coisa na cama, uma coisa pornográfica, uma coisa. Tudo sendo feito de coisas, onde ficam as gentes? 

Venham. Vou porque espero vocês faz tempo. 

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Dois estranhos

Até agora nunca tinha mostrado muito interesse no que tu escrevia, achava um saco.

Mas no meio da tua loucura, às vezes, às vezes, faz sentido.



Agora somos estranhos. Não vou dizer isso na tua cara por um tempo que se não for, vai parecer muito longo. Quem sabe com um nariz de palhaço.


De repente o que era, é, e o que será?

Um saco preto sem fundo.


E enquanto ao meu amor?

Amor é um disco arranhado repetindo a mesma música volta atrás de volta.
Amor é uma roda d'água.
Amor é alguma coisa.
Amor não é.
Amor.

Plancton.


Fazendo cafuné nele, o piano.