quarta-feira, novembro 29, 2006

Perversidade I

Sentara lá no fundo do ônibus, por incrível que pareça ainda tinha um banco solitário naquele ônibus prestes a lotar. Todos os dias esperava, esperava por aquilo que sabia não acontecer. E não acontecia por quê já tinha acontecido. Entende camarada? Tivera sua chance e jogara fora. Era uma pena.
É de dar dó, assistir todos os dias essa cena. Por quê não pode acontecer denovo?

Hoje sentira uma mudança de rumos. Acontecera algo parecido. Um leve roçar de braços. Uma malícia. E, opa, a parada chegou. É.. fica pra próxima.

Aranha

Tecia sua teia, teia, em volta dela, dela.
Algumas são espertas demais para cair numa armadilha tão simples.
Mas se fosse persistente, conseguia. Era só saber onde colocar a teia.
E as trancava lá, sugava o que precisava e depois se esvaíam pela teia para seguir o que quer que fosse.
Mas da última vez tivera problemas. Já estava saciado e ela não saíra! Ora essa, queria ficar lá ainda. Tentou se livrar dela. Mas foi aí que se deu conta que não era qualquer uma. Eram semelhantes. Ficaria até ter sugado o caroço, mesmo se não tivesse mais utilidade para a aranha.
Nunca tivera que sair de uma teia antes. Agora já sabe como faz. Só espera não precisar fazer novamente.