E foi assim.. meio ao som de Vitor Ramil, meio à sirene do farol, que a gente ficou assim, meio junto, meio separado. Ali não dava pra ouvir o mar, ali não dava pra ouvir as pessoas, só o Vitor e a sirene, meio como em outro mundo.
Foi no metrô. Meio que num dia de eleições, meio que num dia de trabalho. Eram nove e meia, a gente ia viajar, ia visitar os mundos de sempre de um jeito diferente; um jeito meio assim apaixonado tímido.
No mesmo dia aquele que batemos a cabeça, que pedi teu rosto, que a gente chegou assim meio perto, meio longe.
O sol meio que brilhava entre a gente, aquecia. O silêncio da tarde de domingo, os dois sem roupas, meio que paquerando a janela, meio que rindo o tempo todo. A gente ria tanto de se amar que até esquecia, esquecia e voltava pra casa só tarde.