O vento falou ao ouvido do cata-vento com muito rancor:
Larga da tua grandeza, porque eu ainda hei de achar pás maiores que as tuas, engrenagens melhores, amores mais puros.
E assim foi.
Até hoje quando chego à beira do mar e sinto o vento ora violento, ora muito calmo, percebo que não fui eu o único que se sagrou do sabor dele; muito diferente, foram todos visitados e com ninguém se contentou.
Ora, que coisa mais burra, buscar a perfeição.