Talvez houvesse algo errado com ele, não sei, aquele jeito de ficar encarando um ponto fixo enquanto a gente caminhava sempre me passou algo ruim.
Sabe, quando ele fazia isso, parecia muito sério, brabo até.
Dizia que era bobagem da minha cabeça, que só tava pensando - eram sempre coisas estranhas: o trem da Björk, um campo verde com chuva caindo nos olhos, um ferro de passar roupa antigo - e voltava como se aquilo nunca tivesse acontecido.