terça-feira, junho 09, 2009

Carta

Entre as flores rosas de um parque qualquer numa cidade qualquer.
Vou sentir teu gosto - e de mil outras!

Teu fôlego, tua expressão, tua ânsia. Tua e delas.
Êxtase.

Diz logo tua sede.
Arrebenta, pinta de vermelho tua cara já manchada.
Chega de meia-palavras e meios-amores! Quero teu sangue.

Te matar o tempo todo.



Cansa. Seis meses de ciclo seco, de outros amores e fingimentos. Mas não adianta cansar, não volta. Fica lá pra sempre e o que resta é mentira. Essas frases curtas, soltas, feias, que trancam depois de cada ponto, quase como se esperassem algo acontecer.