É muito estranho quando você entra em Tóquio, uma cidadezinha que ninguém dá nada (só alguns trilhões). Ao mesmo tempo que tem toda aquela barulheira da parafernália cibernética, cartazes de neon reluzindo o tempo todo, entrada de puteiro, 50 cents (piadinha), outdoors holográficos que projetam uma experiência alucinante na nossa frente, carros, táxis melhores que qualquer carro no Brasil, trem-bala, japas, americanos, americanos em propaganda de úisque, etc.
Bom, ao mesmo tempo disso tudo, parece que um ritmo musical vai embalando a cidade e os músicos de plantão certamente me xingariam se eu tentasse descrever ou iriam rotular, mas uma coisa meio infantil, quase como umas crianças brincando numa pracinha numa tardinha chuvosa com seus gorrinhos de lã um pouco umedecidos da chuvinha que cai de leve. Uma coisa bem inocente de duas crianças se conhecerem e começaram a brincar de balanço, um relacionamento que a gente não tem e não se permite ter mais, (a gente?) e
e algo que não posso preencher de tão feio que seria.