Ultimamente o que me faz levantar todo o dia,
não são as mulheres na rua, na tv ou na minha casa
não são os amores perdidos, refeitos ou ainda por vir
não é meu trabalho
não é.
É essa vontade, insaciável, de escrever.
Me é a única alegria nesses dias tão escuros.
Só, sou só. E, só, não me decepciono.
Não é preciso pagar, controlar, vigiar, atender, se portar, fingir, atuar, voltar, refazer, implorar.
Não há direções. Nem vontades. Nem nada.
Só estar só e isso basta.