Até agora nunca tinha mostrado muito interesse no que tu escrevia, achava um saco.
Mas no meio da tua loucura, às vezes, às vezes, faz sentido.
Agora somos estranhos. Não vou dizer isso na tua cara por um tempo que se não for, vai parecer muito longo. Quem sabe com um nariz de palhaço.
De repente o que era, é, e o que será?
Um saco preto sem fundo.
E enquanto ao meu amor?
Amor é um disco arranhado repetindo a mesma música volta atrás de volta.
Amor é uma roda d'água.
Amor é alguma coisa.
Amor não é.
Amor.
Plancton.
Fazendo cafuné nele, o piano.