Acho muito louco pensar que daqui uns anos, todo mundo vai estar classificado de alguma forma na internet. Louco porque uma vez que você se converte em dados, é possível juntar tudo num pacote único.
Poderia ter, por exemplo, um pacote chamado Miguel Baierle. Todas as minhas memórias (catalagodas na internet) estariam disponíveis, daria pra ter a minha experiência de vida. O que talvez não seja muito interessante. Mas dá pra imaginar outras figuras ilustres que podemos catalogar, sei lá, Gandhi. Você baixa o aplicativo Gandhi e tem acesso a todas as memórias dele.
Mas não digo essas merdas interativas que tem por aí em CD de história.
É muito mais num sentido second life, de ter o avatar gandhi, com as experiências gandhi. E a partir daí criar novas experiências gandhi. Podia ter várias versões Gandhi. Gandhi 1.0, 2.1, Gandhi Versão Nipônica, Gandhi no McDonald's.
E se todo mundo vivesse na internet, nesse "second life", mas de uma maneira melhorada... digamos uma experiência mais real, com tato, cheiros. Daria pra se ter qualquer identidade. E a própria identidade poderia ser absorvida por outros. E até por computadores. Uma inteligência artifical capaz de fazer escolhas baseadas em memórias catalagodas até ali poderia criar novas experiências e se modificar e viver para sempre. Uma I.A. poderia fazer meu "personagem", minha representação no mundo virtual, viver mesmo depois que eu já tivesse ido.