sexta-feira, março 18, 2011

internet

Acho muito louco pensar que daqui uns anos, todo mundo vai estar classificado de alguma forma na internet. Louco porque uma vez que você se converte em dados, é possível juntar tudo num pacote único.

Poderia ter, por exemplo, um pacote chamado Miguel Baierle. Todas as minhas memórias (catalagodas na internet) estariam disponíveis, daria pra ter a minha experiência de vida. O que talvez não seja muito interessante. Mas dá pra imaginar outras figuras ilustres que podemos catalogar, sei lá, Gandhi. Você baixa o aplicativo Gandhi e tem acesso a todas as memórias dele.

Mas não digo essas merdas interativas que tem por aí em CD de história.

É muito mais num sentido second life, de ter o avatar gandhi, com as experiências gandhi. E a partir daí criar novas experiências gandhi. Podia ter várias versões Gandhi. Gandhi 1.0, 2.1, Gandhi Versão Nipônica, Gandhi no McDonald's.

E se todo mundo vivesse na internet, nesse "second life", mas de uma maneira melhorada... digamos uma experiência mais real, com tato, cheiros. Daria pra se ter qualquer identidade. E a própria identidade poderia ser absorvida por outros. E até por computadores. Uma inteligência artifical capaz de fazer escolhas baseadas em memórias catalagodas até ali poderia criar novas experiências e se modificar e viver para sempre. Uma I.A. poderia fazer meu "personagem", minha representação no mundo virtual, viver mesmo depois que eu já tivesse ido.