Eu não vou em festas.
Ok, vou.
De má vontade.
Entro lá com aquela cara emburrada de quem é obrigado a fazer cocô em banheiro químico, o lugar tá cheio que nem sempre (nada mais espanta as pessoas, Ele já tentou de tudo).
O primeiro passo é sempre em direção ao bar, rum, úisque, vodka, algo forte, por que cerveja é cara demais e não deixa bêbado. Claro, pra agüentar gente te empurrando, pisando no teu pé, te xingando, te olhando feio, derramando bebida, vomitando e apagando cigarro em ti; só muito bêbado (e ainda precisa fingir que tá curtindo e "dançar").
Então chega um momento, bem breve, que você se sente bem. Isso se dá lá por umas quatro da manhã e cinqüenta reais a menos na conta. Às quatro e meia tem duas opções: beber e esquecer o que acontece depois ou ir pra casa.
E tu ainda insiste em ir.